| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Rhynchocyclidae |
| Berlepsch, 1907 | |
| Subfamília: | Rhynchocyclinae |
| Berlepsch, 1907 | |
| Espécie: | R. olivaceus |
O bico-chato-grande é uma ave passeriforme da família Rhynchocyclidae.
Conhecido também como bico-chato-oliváceo.
Seu nome científico significa: do (grego) rhunkhos = bico; e de kuklos = escudo circular; rhynchocyclus = é um anagrama para o gênero cyclorhynchus (Sundevall, 1836); e do (latim) olivaceus, oliva = da cor de oliva, verde oliva, azeitona. ⇒ (Ave) verde oliva com bico (em forma de) escudo.
Permanece pousado por alguns instantes, examinando os arredores; depois voa rapidamente para apanhar insetos na folhagem ou em ramos, logo retornando ao poleiro.
Faz ninho em formato de pêra, à altura de 2 a 7 m, o qual é usado para o pássaro dormir, inclusive fora do período reprodutivo. Em um fragmento florestal no sudoeste da Amazônia da brasileira, Floriano et al. (2020) verificaram que o bico-chato-grande incuba os ovos por 14 dias e os filhotes permanceram no ninho por 21 dias. Os mesmos autores verificaram, com base em 91 ninhos, que a altura destes variou de 1 m a 9 m acima do chão, com preferência para os estratos de 2-4 m de altura. A espécie se reproduz ao longo de todo o ano, tanto no período seco quanto no chuvoso, e se mostrou muito sensível ao manuseio humano durante a reprodução (Floriano et al. 2020).
Varia de incomum a comum no sub-bosque de florestas úmidas e de capoeiras altas. Vive solitário ou participando de bandos mistos.
Maior parte da Amazônia brasileira e nas florestas litorâneas do Pernambuco ao Rio de Janeiro. Encontrado também no Panamá e nos demais países amazônicos - Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.